Imposto Seletivo nas importações: o que realmente muda (e onde estão os riscos)
- Flavio Toi

- há 2 dias
- 3 min de leitura

A Reforma Tributária brasileira introduziu o Imposto Seletivo (IS) como um tributo com finalidade extrafiscal: desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
Até aqui, nada novo no discurso.
O problema começa quando essa lógica chega na operação real de importação.
Porque, na prática, o Imposto Seletivo não é apenas um tributo.Ele é um ponto crítico de risco jurídico, fiscal e operacional.
E quem não entender isso agora, vai sentir no caixa depois.
O que é o Imposto Seletivo na importação
O IS incide sobre produtos específicos (tanto nacionais quanto importados), como: bebidas alcoólicas, produtos fumígenos, bens minerais e determinados veículos.
No comércio exterior, seu fato gerador ocorre no desembaraço aduaneiro para consumo, ou seja, no momento da nacionalização da mercadoria.
Ele é um tributo monofásico, cobrado uma única vez. Até aqui, parece simples. Mas não é.
O ponto crítico: o efeito cascata
Apesar de ser monofásico, o IS integra a base de cálculo do IBS e da CBS.
Na prática, isso gera um efeito indireto de aumento da carga tributária. Não é bitributação técnica. Mas operacionalmente, o impacto financeiro existe e pode ser relevante.
Empresas que analisam apenas a alíquota do IS estão olhando para o problema errado.
O impacto real está na composição da carga total.
Onde as empresas estão errando
O maior risco hoje não está na lei. Está na forma como as empresas estão se preparando (ou não).
Os erros mais comuns incluem:
– Classificação fiscal (NCM) incorreta
– Falta de integração entre fiscal, jurídico e logística
– Ausência de planejamento tributário pré-importação
– Desconhecimento sobre regimes aduaneiros especiais
– Leitura isolada do IS, sem considerar IBS e CBS
Resultado?
Operações mais caras, exposição a autuações e perda de competitividade.
Regimes aduaneiros: oportunidade ou risco?
O Imposto Seletivo segue a lógica de suspensão em regimes especiais, como:
Entreposto Aduaneiro→ Suspensão do tributo até a nacionalização
Admissão Temporária→ Cobrança proporcional ao tempo de permanência
Isso abre espaço para estratégia. Mas também exige precisão técnica.
Sem domínio operacional, o que era benefício vira passivo.
O que muda com o fim do IPI (na prática)
A partir de 2027, o IPI tende a ser zerado para a maioria dos produtos.
Parte da sua função será absorvida pelo Imposto Seletivo.
Ou seja:o IS não é apenas um novo tributo. Ele é uma peça central da nova lógica tributária.
Segurança jurídica não é opcional
A Reforma Tributária elevou o nível de complexidade. E no comércio exterior, complexidade sem controle vira risco.
Empresas que desejam manter competitividade precisam operar com:
✔ Classificação fiscal precisa
✔ Planejamento tributário estruturado
✔ Integração entre áreas
✔ Estratégia logística alinhada ao fiscal
✔ Leitura jurídica atualizada
O papel da Cotrin Loro Advocacia e do Grupo Mercocamp nesse cenário
Nesse novo contexto, atuar apenas como operador logístico não é suficiente.
A Mercocamp atua como trading estratégica, conectando:
– Operação logística
– Planejamento tributário
– Estruturação jurídica
Isso permite identificar oportunidades como:
✔ Eficiência fiscal na importação
✔ Aplicação de regimes especiais
✔ Planejamentos com benefícios tributários
✔ Estruturas que reduzem impactos indiretos (como o efeito do IS sobre IBS e CBS)
Inclusive em cenários específicos, é possível avaliar ganhos adicionais com estratégias envolvendo regimes diferenciados e particularidades tributárias, como operações com incidência monofásica de PIS/Cofins.
A Cotrin Loro Advocacia atua na estruturação jurídica e mitigação de riscos nas operações de comércio exterior.
Conclusão: o problema não é o imposto. É a falta de estratégia.
O Imposto Seletivo não é, por si só, o maior desafio da Reforma Tributária. O verdadeiro problema é tratar a mudança como algo isolado.
Empresas que continuarem operando sem integração entre jurídico, fiscal e logística vão pagar mais, simples assim.
Por outro lado, quem estruturar sua operação com inteligência transforma risco em vantagem competitiva.
👉 Quer entender como adaptar sua operação com segurança e estratégia?A Cotrin Loro, em conjunto com a Mercocamp, atua na estruturação jurídica e operacional de importações dentro do novo cenário tributário. Faça contato com nossos consultores.
Porque no comércio exterior, não basta importar.É preciso importar com inteligência.




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